Vale do Ivaí

Garoto de 8 anos segue desaparecido no Rio Ivaí

Cinco pessoas foram encontradas mortas no Rio Ivaí

Da Redação ·
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Garoto de 8 anos segue desaparecido no Rio Ivaí

Os Bombeiros de Ivaiporã informaram que as buscas pelo garoto de 8 anos que desapareceu após um barco virar no Rio Ivaí no dia 18, seguem neste sábado (24). 

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A procura por Nicolas Pacagnan Fernandes encerrou por volta das 18h46. "As buscas continuam no dia de amanhã seguindo a estratégia traçada pelos bombeiros envolvidos nas buscas", detalhou o tenente Elvi Stofella. 

Cinco pessoas foram encontradas mortas no Rio Ivaí. O pai e irmã do garoto que segue desaparecido, Adalberto Fernandes Galice, de 42 anos e Sophia Pacagnan Fernandes, de 4 anos, foram sepultados na quinta-feira (22). 

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Alberony Menegassi de Souza, de 41 anos, dono do barco e a filha a Heloísa Menegassi de Souza de 3 anos também foram sepultados na quinta, a esposa e mãe das vítimas, Patrícia Miranda da Silva, de 33 anos, foi sepultada nesta sexta.

A distância entre a chácara onde a família embarcou no domingo (18) e o local do acidente é de no máximo 2 quilômetros.

Já os corpos de Alberony Menegassi de Souza, de 41 anos anos, a filha Heloísa Menegassi de Souza, de 3 anos estavam a aproximadamente 3 metros de profundidade e foram sepultados em Maringá nesta tarde. O garoto que segue desaparecido é filho e irmão das vítimas. 

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Jéssica Malaquias Costa, de26 anos, o marido Marcelo de Carvalho da Silveira, de 26 anos e o filho do casal, João Vitor Costa de Carvalho, de 3 anos, sobreviveram ao naufrágio e foram encontrados no domingo (18). 

Conforme o relato de Marcelo, todos participavam de um almoço em uma chácara quando resolveram fazer um passeio de barco para conhecer uma piscina natural que existe no Rio, porém, se aproximaram do Salto Takaki e o desespero tomou conta. "As crianças queriam andar de barco, meu filho, minha esposa, meu primo com os filho, o dono do barco a esposa e filha entramos no barco, estávamos devagar no rio, só que chegando perto do salto, a mulher do dono do barco ficou desesperada, falou que o barco ia descer, o dono do barco falou que poderia ficar tranquilo que não ia virar. A mulher dele pulou para segurar o barco, ele largou o motor e pulou para segurar o barco e eu pulei também e  ficamos segurando o barco para não descer.  A mulher dele gritou que tinha que ficar alguém no motor, eu voltei para o barco, mas o motor não estava mais ligado, tentei acelerar mas não ligou, eles não tiveram força para segurar o barco e ele desceu na queda, bateu de bico e já virou com todos dentro, quando virou não vimos mais nada", conta. 

Marcelo ainda disse que após a embarcação virar, ele conseguiu ver a esposa com o filho no pescoço dela, e lutaram para não se afogar. "Nós ficamos no rio se afogando por uns 700 metros, ela se afundando, eu me afundando, até que Deus colocou o barco virado em nosso caminho,  a gente já tinha desistido, mas o barco apareceu virado, nós seguramos por uns 40 minutos com o barco virado, na esperança do socorro chegar, até que decidimos virar o barco. Nós ficamos mais de duas horas esperando o socorro, meu filho sofrendo muito. Decidimos descer do barco para tirar a água de dentro, desviramos ele, saiu um pouco de água, fomos tirando água com a mão até que ele subiu um pouco, remamos com a mão até chegar na margem"

Após conseguir sair do rio, a família novamente viveu momentos de tensão, pois o filho já estava delirando e sofrendo convulsões devido ao frio. "Quando entramos na mata, no milharal, andamos por uns 400 metros, mas meu menino sofreu convulsão, estava delirando, fizemos uma cama no meio do milho, mas não estava resolvendo, até que graças a Deus apareceram dois anjos, dois pescadores, eles estavam com lanternas pra cima e gritavam e nós respondemos"

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